Mês: janeiro 2016

Aos psicólogos que nada sabem de homens

Carapicuíba, (30 de janeiro de 2015)

Aos psicólogos que nada sabem de homens

Caros psicólogos

A vida de um homem não existe. Saibam disso! Toda tentativa de compreender ou explicar a vida desse ser-sem-penas-dotado-de-uma-vara-mágica-presenteada-por-Deus, é uma bobagem. Uma bobagem quando feita da maneira que os senhores a fazem.

Quando garoto, o bicho-do-galho-inútil cria seus primeiros sonhos. Com isso, começa a vislumbrar a maravilha que sua vida poderá ser. O garoto cresce. O galho fica maior, mais grosso, parecendo ter uma função, mas ainda desconhecida. E agora, mesmo com a realização ou não dos sonhos, ele sente uma falta. Uma grande falta plasmática.

É nessa hora que o homem vê, pela primeira vez, seu corpo pegar fogo. Ele sente estar dotado de uma coisa nunca vista antes. Seu galho não é mais um galho. É uma vara! Uma vara em chamas! Contrariando a físico-química, vê-la aumentar em comprimento e largura! ”É incontrolável! Esse ateamento só pode ser coisa do capeta! E isso é muito bom!”, uiva o homem. Mas a falta, some! É o que ocorre quando ele conhece uma mulher.

Finalmente percebe, o ser até anteriormente carente, que aquela falta não era bem uma falta. Era um reservatório de comburente! Para manter a delícia que é a chama da paixão, ele busca mais desse ar, que descobre existir somente nos pulmões da amada. E o combustível, que ele também só encontra distribuído pelo mesmo corpo feminino, consegue-o através da troca de fluidos. ”Deus sabe o que faz!”, diz o bichinho sentindo-se um lobo chefe de matilha. É com uma mulher que um homem passa a viver plenamente.

Mas os senhores falam do homem de uma visão errada. Buscam entender a razão de um parafuso ter uma espiral em seu eixo observando única e exclusivamente o próprio parafuso ou, no caso de uma minoria entre os senhores, a partir de um conjunto de outros parafusos. Recortam um triângulo de uma figura a ser estudada sendo ela um losango! Isso não pode. De maneira alguma.

A mulher possui o monopólio da vitalidade do homem. E o que existe, em realidade, é a vida de um homem com uma mulher. Não há saber quanto ao homem sem isso. É um saber de certa forma até banal, é verdade. Mas nem por isso perde seu valor explicativo. É imprescindível.

Atenciosamente

Carapicuíba – 30 de janeiro de 2015

Isaias Bispo de Miranda